7/26/2011

Drenna

Postado por Edison Eloy

DrennaDrenna usa seu nome para também nominar sua banda. Competentíssima. Milton Carlos (bateria), Rodrigo Pex (guitarra), Drenna (voz/guitarra). Em seu álbum de estréia tiveram as linhas de contrabaixo registradas pelo músico Jamaica. Um registro com grande qualidade técnica. Arranjos muito bem cuidados com detalhes que chamam a atenção ao envolver os sentidos, um riff por exemplo, em "Gelo Coração", é sutil e expressivo para apontar o quase desencanto com o amor que acabou. E amor acaba? Canção forte e radiofônica, assim como outras oito faixas do trabalho. Drenna, a persona diante da banda é carismática, com uma voz poderosa e afinadíssima e não muito menos surpreendente; sabe exatamente o que deseja com a guitarra que ostenta. Exímia guitarrista. Não há como não ter sua atenção voltada para a cantora carioca. É uma banda pop, totalmente pronta e preparada para o mercado. Mas o que é ser pop, quando em uma apresentação ao vivo, voce simplesmente se deixa levar pela sonoridade que sai das guitarras e da voz de Drenna. Como cantar o desencanto, as dores de amar? Amar faz sofrer? Será amor mesmo o sentimento que diz: "Não vou te esperar"? Proferir o seu desejo de libertar-se em "Mente". Narrativas assim, serão confessionais? Alguém pode tão cedo sofrer com sentimentos apenas aparentemente pueris? Apaixonar-se, talvez não seja de fato o melhor caminho, não amar, não pemitir. Quantas portas precisamos abrir para desvendar-nos? Uma banda pop com guitarras fortes e uma bateria avassaladora ao vivo. Drenna canta em "Abstrato" a única canção alternativa do álbum o que talvez possa se tornar a proposta mais forte a seguir. "Que essa canção, que um grito na escuridão!". Que esse verso possa ser também o caminho. Para com o mesmo vigor de sua sonoridade invadir os ouvidos e as mentes. Que a palavra seja assim tão forte, cantada bem alto por Drenna. 

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